domingo, 7 de julho de 2019

PALAVRAS D'ALMA



Depois de algum tempo sem escrever, venho-lhes acariciar os olhos com essas poucas palavras escritas d’alma:

Nas vindas e idas da minha vida, eu aprendi muitas coisas. Muitas dessas muitas coisas aprendi na dor, no sofrimento, na ansiedade, no desespero, no choro, no soluçar… Sofri, mas desse sofrimento pude tirar proveito e continuo tirando. Escrevi mais versos, compus mais algumas canções pra minha vida e sim, me apaixonei de novo. Se hoje estou sorrindo, é porque lutei por esse sorriso, e se lutei, é porque ainda tenho alguma força dentro de mim que me faz acreditar no que sou e no que faço. Foi bom mudar de cidade, de pessoas, de tudo. A saudade é dolorosa mas vale a pena quando se tem consciência de que um dia findará a espera.Longe de tudo e de todos que eu conhecia, estou conseguindo me recompor e recriar tudo aquilo que um dia fui ou que tentei ser. Minhas delicadezas são reais, e poucos sabem disso de verdade, mas, para os poucos que sabem, sou completo. Não deixo de ser sublime, mesmo aos erros e fracassos que tive, mesmo sob as falas mal faladas e sob os sentidos enganosos, sou e sempre serei sublime. Hoje sinto o sol que deita sob meu rosto e me aquece, e faz com que um sorriso, inda pouco tímido, se abra iluminando meu semblante e fazendo com que a vida se torne mais gostosa. Se volto aos que outrora me conheceram? Não sei. Provavelmente sim, pois um bom filho à casa torna, e torna sempre melhor do que saiu… A gratidão se fez e se faz presente aos meus dias, principalmente quando acordo e olho pras plantas do meu quintal que, amanhecem com o sol renovando-as e lhes dando coragem para florescer, e eu as imito.

Rafael Brito,
Tianguá, 07 de Julho de 2019.



segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

5 CORDÉIS DE RAFAEL BRITO


2018 foi um ano produtivo, escrevi muitas coisas, desde pesquisa, música e cordéis. Selecionei cinco dos diversos cordéis que escrevi esse ano e disponibilizo aqui para todos que gostam de cordel e de cultura popular, tenham boa leitura:


5 CORDÉIS DE RAFAEL BRITO


1 - O ROMANCE DE ISAURA E JOÃO MIMOSO OU A COBRA ENCANTADA DA LAGOA DO PADRE ANDRADE

2 - O CASAMENTO DA RAPOSA

3 - O TESTAMENTO DE ZÉ MORREDOR

4 - O HOMEM QUE DESEJOU O MUNDO OU OS TRÊS CAVALEIROS DA MORTE

5 - ARUÁ, O BOI ENCANTADO

LEIA TODOS NO LINK:

domingo, 23 de dezembro de 2018

10 TEXTOS SOBRE O SERTÃO - POR RAFAEL BRITO



Nesse mesmo período do ano passado, eu estava em viagem à um pequeno povoado chamado "Missí", localidade pertencente a cidade de "Miraíma", Ceará. Lá, encontrei uma série de inspirações que me fizeram escrever dez textos sobre essa viagem! O Ambiente, desde a ida, me convidou a escrever de uma forma forte e poética sobre o lugar e a vida daquele povo, e para relembrar, disponibilizo novamente os dez textos que escrevi sobre o sertão:


01 - PRIMEIROS RUÍDOS
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2017/12/primeiros-ruidos-eu-ainda-em-casa-nao.html

02 - PELA MANHÃ, OS PASSARINHOS
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2017/12/pela-manha-os-passarinhos.html

03 - UM PATRIMÔNIO CULTURAL PERDIDO
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2017/12/um-patrimonio-cultural-perdido.html

04 - AS CURVAS DO RIO
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2017/12/as-curvas-do-rio.html

05 - O SERTÃO E O SEU POVO
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2017/12/o-sertao-e-o-seu-povo.html

06 - TODA LIBERDADE DO MUNDO
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2017/12/tudo-eliberdade-naquele-pedaco-tudo-o.html

07 - OS DETALHES
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2018/01/o-que-faz-adiferenca-o-que-faz.html

08 - O AMBIENTE POÉTICO SERTANEJO
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2018/01/o-ambiente-poetico-sertanejo.html

09 - UM NATAL NO SERTÃO
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2018/01/um-natal-no-sertao.html

10 - ÚLTIMOS SILÊNCIOS
https://sertaofolhetim.blogspot.com/2018/01/ultimos-silencios.html

ARUÁ, O BOI ENCANTADO - CORDEL DE RAFAEL BRITO




Das histórias que o povo conta, eu sou admirador, e essa admiração me faz querer contar pra outros as histórias que escutei. Esse cordel foi baseado na "Cantiga do Boi Encantado" do Menestrel das Catingueiras Elomar Figueira Melo e guiado pelo filme "Boi Aruá". animação de 1980 com direção de Chico Liberato, que relata a história de um vaqueiro orgulhoso cujo poder é desafiado sete vezes pela extraordinária aparição do BOI ARUÁ, o Boi Misterioso, até o derradeiro confronto quando se despoja das máscaras e celebra fraternalmente a vitória sobre si mesmo.

Sendo assim, escrevi em cordel essa linda história do imaginário popular:


ARUÁ, O BOI ENCANTADO
Autor: Rafael Brito
Baseado na “Cantiga do Boi Encantado” de Elomar

No sertão quando se mata
Um boi para festejar
Os outros sentem a triste
Daquele que foi assar
Cheiram o couro, cavam o chão
Põem-se também a chorar.

Os bois choram como gente
Eu já vi, é bem verdade,
Sentem no homem a frieza
Do coração, a maldade,
Matam para o seu prazer
Sem sequer ter piedade.

Depois de morto, seu couro,
Em varas é esticado
Fica exposto ao sol ardente
Para secar no roçado
E serve de vestimenta
Para o seu próprio jurado.

Vaqueiro é homem vestido
Do animal que ele matou
Para se proteger dos espinhos
Que entre as pedras brotou
Valente e destemido
Herói que o sertão criou.

Tibúrcio era um vaqueiro
Orgulhoso e prepotente
Confiava em sua força
Por ser um homem valente
Mui famoso e respeitado
Por toda aquela gente.

Na parede um brasão
Que se via do terreiro
E seu rosto reluzente
Dizia pro povo inteiro
Assim: “Primeiro eu,

Amigos por derradeiro”.

ACOMPANHE TEXTO COMPLETO:
https://docs.google.com/document/d/1N__bYrP6wtcxDOwB5aCB9nROg4RwfUD-I9vM7bZ5pCA/edit?usp=sharing

FILME "BOI ARUÁ":
https://www.youtube.com/watch?v=svYUBr10E18

"CANTIGA DO BOI ENCANTADO" DE ELOMAR FIGUEIRA MELO:
https://www.youtube.com/watch?v=ZTYgpoJYezY

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

BRAÇO DE MAR SEM FIM: LANÇAMENTO DE RAFAEL BRITO


De perfil altamente poético e um lirismo sem tamanho o novo disco de Rafael Brito leva o nome de "Braço de Mar Sem Fim"! 

SOBRE O DISCO

Braço de Mar Sem Fim, o novo álbum de Rafael Brito, é um disco totalmente poético onde unem-se o poder da palavra e a música. Escritas como poemas, todas as canções seguem uma linha que remete ao tema do disco. Céu, Mar, Pássaros e principalmente, amores, formam esse incrível disco composto de dez canções. 

De uma forma simples e líricas, todas as canções levam consigo uma leveza e continuidade como as ondas do mar. A frase "Braço de Mar Sem Fim" representa, em sua essência, a poesia! Como um braço de mar eterno, infinito, que nunca se desfaz, um elo entre o homem e a natureza, o céu e o mar, o ser e o poeta!

De melodias leves e acordes sentimentais, o disco leva consigo uma forma nova de poesia musicada e é tido, pelo próprio autor como um marco em sua carreira.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

As gravações de "Braço de Mar Sem Fim", contará com a presenças ilustres dos músicos e compositores Luiza Nobel e João Pirambu, a cantora e violonista clássica Laís Rodrigues e o Músico, brincante e pesquisador de cultura popular Lúcio Alves.

DISPONÍVEIS:

Três musicas foram disponibilizadas para divulgar o novo disco que será lançado no final de janeiro, acompanhe:

Faixa 07 - Braço de Mar Sem Fim
https://www.youtube.com/watch?v=K1i0QdfxbYM

Faixa 08- Anamar
https://www.youtube.com/watch?v=p0ujFeU9hGs

Faixa 10 - Ciranda da Mata Norte
https://www.youtube.com/watch?v=CN68QE08CYU

MAIS INFORMAÇÕES
maestrorafaelbrito@gmail.com


domingo, 25 de novembro de 2018

10 PEQUENINOS POEMAS DE AMOR de RAFAEL BRITO

Poeta é a eternidade de tudo. (Rafael Brito)


I

E nós,
Que nem 
Sabíamos direito
Sobre o amor,
Inventamos algo
E chamamos 
De amor,
Somente para
Tentar sentir
Um gosto
Diferente
Quando olhássemos
Um para o outro.


II

Do céu imenso
De cetim vidrado
Fiz a poesia
Dos teus olhos 
E os alpendres
Dos diversos cantos 
Fizeram um mundo
De querer infindo
E um pôr do sol
Muito mais que lindo 
Em ti.


III

Eu sou a pura arte 
que transborda da taça
de ouro 
das imensidões dos mundos.

Cálice de dor e arco-íris
envolto a nuvens 
de verão.

Aurora que nasce 
do chão
e cresce pros lados
(de dentro).

Eu sou o artista
que chora ao ouvir
os horizontes 
se formando no
fio daquela manhã 
que não passou 
em minha mente.

Minha alma
facilmente se perde
e se afoga entre tristezas
e solidões.

E de coração apertado 
vagueio sem rumo
pelas veredas dos sentimentos
perdidos.

a vida não é vã
só eu que sou.


IV

Tenho me dito,
Tenho me dado,
Tenho me feito,
Tenho me interrogado,
Tenho me saído,
Tenho me tirado,
Tenho me lido,
Tenho me voado,
Tenho me sentido,
Tenho me encantado,
Tenho me ruído,
Tenho me escrito,
Tenho me revirado,
Tudo pra ti, 
Por mim,
E em nós!


V

Foi naquele mar azul
Que tanto olha pra mim
Onde tudo começou
E onde tudo teve um fim

Na areia dessa praia
Sob o brilho do luar
Fizemos da noite bela
Um colchão de se amar

Olhando para aquele mar
Para aquelas ondas azuis
Vi no fundo dos teus olhos
Esses versos que compus

Que mesmo escritos errados
Sinceros não deixam de ser
Vivendo de ti em teus olhos
Até nunca mais morrer


VI

Meus versos são poucos
Pra que sejam 
Um presente.
Cabem em uma
Caixa de fósforos
De tão pequenos
Que são.

O que tornam 
Minhas poesias grandes 
É o brilho
Dos olhos teus!

É o sorriso 
Dos teus lábios,

É o amor 
Que tu me dá,

É o teu jeito 
De me ver,

É o teu brilho
De luar...


VII

Quando fecho os olhos do corpo, 
Abro os olhos da alma
E te vejo

Sinto o toque dos versos que vagueiam 
Sobre a pele da gente e floreiam
em desejo


VIII

Passagem das nuvens
Dos sonhos,
Surpresa da noite
Estrelada,
Suspenso em um fio
De alegria,
Os olhos brilhantes
Da amada.

Nos raios da lua
Firmada,
No verso da estrela 
Sentida,
Me encolho em teus
Olhos amada,
E faço de ti
Minha vida.

Teus cachos são
Rosa dos ventos,
Teu belo sorriso 
Me fala,
Que quando tu chegas, 
Menina,
Até a poesia 
Se cala.


IX

Ontem sonhei com você,
Você estava tão linda!
Mas quando o sonho vê o dia
- Se finda.

No sonho eu vi o seu sorriso
Ganhei o abraço que esperava,
Eu só queria estar contigo
-Mais nada.

No sonho você tinha asas
Tinha um brilho no falar
Falava do que sentia 
–E de amar.

Eu te escutava sorrindo
E você também sorria
E então chega destruindo o sonho,
-O dia!


X

Esse sorriso
De sol 
Que tu tens
É o que me 
Leva
Poesia 
A alma.

E assim,
Ao teu lado,
Meu coração
Amanhece
Todo dia. 


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sexta-feira, 27 de abril de 2018

UM POEMA À CONDADO - PB

CONDADO, TERRA QUERIDA




Condado, me recebestes
Como quem um filho abraça
Os meus sonhos recolhestes
E aos meus olhos se passa
O teu imenso carinho
A tua gente é um ninho
De amor e de cuidados
Querida cidade bela
Estás pintada na tela
Dos meus poemas bordados.

Como poeta do povo
Fui recebido em teu seio
E me senti Condadense
Enquanto estive em teu meio
Declamei, cantei, sorri,
Muitas coisas aprendi
Em tuas ruas pequenas
Me enchi de poesia
Com essa tua alegria
Das tuas faces serenas.

Visitei tuas belas águas
Que simbolizam esperança
E lembrei dos tempos áureos
Da minha pequena infância
Tu és tão bela e tão viva
E mesmo que eu conviva
Com outros povos da terra
Jamais te esquecerei
Pois meu coração deixei
E meu amor nunca encerra.

A poesia que faço
Não dá nem para descrever
O quanto te amo, cidade
Nisso você pode crer
O teu povo me saúda
E o meu trabalho estuda
Procurando me agradar
E agrada, certamente
E agora descontente
Preciso me retirar.

As obrigações não deixam
Que eu fique mais contigo
Deus sabe o quanto eu queria
Que tu fosse meu abrigo
Por muitos e muitos anos
Mas mesmo que faça planos
Para dormir em teu leito
No Ceará, Fortaleza,
Com sua imensa beleza
É meu recanto perfeito.

Do Ceará eu não saio
Para morar noutro canto
Mas podes ter a certeza
Que tens meu eterno encanto
De poeta bordador
Pois é grande meu amor
Por ti, cidade querida,
Os olhos de tua gente
Estarão sempre presente
Nas curvas da minha vida.

Te recolho em meus sentidos
E meu olhos te afagam
Meus sentimentos sinceros
Com valores não se pagam
Pois és um grande tesouro
Tu vale mais do que ouro
Nessa minha caminhada
Terra acolhedora e bela
És incrível sentinela
Da Paraiba amada.

Obrigado, eu agradeço
De todo o meu coração
Pelos dias que me destes
De grandiosa emoção
O poeta, em seu canto
De saudades chora um pranto
Em nome de seu amor
Brevemente eu voltarei
E em ti o que deixei
Voltará ao seu calor.

Poeta só é poeta
Quando tem inspiração
Guardo toda palavra
Cada gesto, cada mão
Cada abraço apertado
Cada olhar admirado 
Que teu povo me ofertou
Te amo bela cidade
A tua felicidade
Para sempre me habitou.

quarta-feira, 14 de março de 2018

VIDA LONGA AO MESTRE

VIVA A POESIA!

Hoje o Jornal Sertão Folhetim lança uma página especial em homenagem ao Mestre Chico Pedrosa pelos seus 83 anos, no dia da poesia! VIVA AO MESTRE!


segunda-feira, 12 de março de 2018

I FEIRA DA LITERATURA CEARENSE

UM MOMENTO DE GRANDES ENCONTROS


Estive no último sábado (10), no Centro Cultural Banco do Nordeste no Centro de Fortaleza, participando da I Feira da Literatura Cearense, evento promovido pela Casa da Prosa em parceria com o BNB. Meu recital estava previsto para 17h ao lado do grande poeta Klévisson Viana.

Cheguei bem cedo afim de aproveitar melhor os encontros poéticos literários que esses momentos promovem. Além dos poetas que estou acostumado a sempre encontrar nos eventos de literatura popular, encontrei também outros que não via a muito tempo e outros que passei a rever de pouco tempo para cá, um dessas impolutas figuras é o poeta Alan Mendonça, que havia encontrado a algumas semanas na V Jornada Literária de Limoeiro do Norte, onde tive a oportunidade de ganhar, das mãos do próprio Alan, dois Cds com composições suas executadas por vários artistas. 


Alan Mendonça é natural de Russas, Ceará, e é poeta, escritor, produtor cultural e editor/proprietário da Editora Radiadora, que lança poetas do nosso estado.

Aproveitei a oportunidade para perguntar a Alan, por que ele achava importante termos feiras literárias em nossa cidade e o que essas feiras traziam, como sempre, o poeta foi bem objetivo:

"Um evento desses gera encontros, encontros geram diálogos, e esses diálogos geram ideias, e aí se dá um respiro, né? na beleza que há; você sente esse respiro, essa esperança, na beleza que há na literatura nossa, e disso assim, dá vontade de fazer, de continuar nessa peleja que é tentar construir um lugar, uma cidade, um estado mais possível para a nossa arte, para as nossas tentativas de diálogos entre autores e leitores, e ai a comunicação, esse diálogo, essa possibilidade é o que mais impulsiona os artistas a criarem". afirma Alan.

 Sem sombra de dúvidas, o clímax desses eventos são os encontros e reencontros entre escritores, poetas entre si e o público.


Também tive a oportunidade de conversar outros grandes nomes da nossa literatura e produção cultural do nosso estado. Kelsen Bravos é um desses sujeitos de riso fácil e abraços cheio de admiração e palavras doces. Estive com Kelsen em vários eventos, mas me marca a sua presença em minha estreia no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em 2015, onde apresentei ao público, pela primeira vez, o personagem que me deu nome no meio literário popular: O Bordador de Histórias. Kelsen também falou da importância das feiras literárias na nossa cidade:

"A importância de uma feira como a I Feira da Literatura Cearense, para a nossa cidade e pra sociedade em geral... É que ela congrega em torno de uma manifestação cultural super importante, que é a literatura, crianças, adolescentes, pais, professores... Não é só a leitura, mas as cantorias, os saraus lítero-musicais, a oficinas, os encontros, os bate papos, numa convivência pacífica, as pessoas vem pra cá para se harmonizarem, é uma congregação, para se conhecerem em nome da paz... Eu passei três dias aqui respirando arte! Tudo aqui atrai e nos arrepia por que nos sensibiliza e nos inspira, por isso manifestações como essa, eventos como esse, são tão importantes e merecem ser multiplicados todas as semanas, todos os dias, na cidade, principalmente nas periferias, por que é lá onde as pessoas moram, é lá onde as pessoas estão, é isso", diz Kelsen.


Kelsen Bravos é professor, escritor, editor e produtor cultural residente em Fortaleza e sempre está presente como ouvinte, expositor e curador de eventos literários de grande importância para a nossa cidade.

Por último, pedi que Gilberto Rodrigues, que também já encontrei em vários eventos como Mestre de Cerimônias, falasse um pouco sobre o evento e sobre a importância do mesmo para o público Fortalezense: 

"A importância primordial de uma feira como essa é a possibilidade de contato com nossos escritores cearenses, com nossos cordelistas, repentistas. Nós tivemos aqui, além de escritores locais que residem ainda em Fortaleza ou no estado do Ceará, possibilidade também de trazer grandes escritores e fora do estado do Ceará mas que nasceram aqui no Ceará ou que tem uma relação muito próxima com o Ceará. Também possibilita esse intercâmbio de quem já conseguiu sair do estado do Ceará e de alguma forma venceu lá fora, e trazer também essa interação com os que estão aqui e querem um dia chegar a esse patamar de literatura, então, a grande importância da I Feira da Literatura Cearense é isso, esse intercâmbio", afirma Gilberto.


Gilberto é Mestre de Cerimônias e Apresentador da I Feira da Literatura Cearense e sempre está presente nos maiores eventos do nosso estado, colocando o seu nome em destaque entre o ramo cerimonial.

Contudo, a conclusão que temos é que a grande importância nesse eventos e em outros desse porte, são os encontros, reencontros e trocas de experiências entre escritores, poetas e público, que tem a oportunidade de estar perto de grandes nomes da literatura cearense e nacional. Os abraços e apertos de mãos, o contato físico entre seres humanos, a harmonia entre os seres. Eu me sinto extremamente feliz por estar em meio a tantas pessoas de luz e me sinto cada vez mais inspirado a registrar esses momentos que muitas vezes, são indescritíveis. 

Um abraço a todos,

Rafael Brito, O Bordador de Histórias.

Fortaleza, 12 de Março de 2018. 

1º EDIÇÃO DO JORNAL SERTÃO FOLHETIM






*Toda a edição e diagramação do jornal Sertão Folhetim é feita por Rafael Brito. Essa é uma edição semanal, que será publicada toda segunda-feira com matérias e poemas de vários autores de literatura popular.

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